O Medo do Sobrenatural: o amadurecimento das ideias na prática

O Medo do Sobrenatural: o amadurecimento das ideias na prática

“É difícil marcar o lugar onde para o homem e começa o animal,
onde cessa a alma e começa o instinto
-onde a paixão se torna ferocidade.
É difícil marcar onde deve parar o galope do sangue nas artérias,
e a violência da dor no crânio.”
(1)

Quantas vezes não ouvimos relatos, videos e declarações de feitos mágicos que chegam a saltar os olhos? Quantos desses relatos nos lembram livros e filmes de fantasia e do quão heroico ou até mesmo harmônico tais relatos nos deixam boquiabertos?

Várias pessoas conversando com Deuses como se fossem seu vizinho da esquina; lutando contra entidades sinistras ou demoníacas como se fossem verdadeiros e poderosos guerreiros mágicos (ou algo assim); ou ainda falando com dragões e inúmeras criaturas como se fossem seu animal de estimação? Realizando teletransportes?

Pois é… a maioria dessas pessoas provavelmente ficariam paralisadas de terror se uma pessoa morta aparecesse na frente delas durante a noite, na escuridão do corredor pelo qual atravessam para ir ao quarto.

Neste texto iremos abordar sobre o medo natural e instintivo o qual estamos sujeitos e algumas possíveis formas de se trabalhar para podermos trilhar nossa caminhada sem sermos escravos desses mesmos medos.

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O Voo Noturno: um pouco sobre Sonhos Lúcidos, Viagens Oníricas e Projeções Astrais.

Ascension
(Austin Osman Spare)

(1)*

“Em um sonho
Eu estou escalando as nuvens
Eu toco um céu conquistado
Com minhas mãos nuas”
(2)

Muito é dito sobre viagens a outros reinos de manifestações através dos sonhos, mas pouca coisa realmente é dita e menos ainda alcançada.

A ideia que muitas pessoas possuem desse tipo de viagem, consiste em ideias totalmente simplórias, como se todos fizessem viagens astrais a todo o momento, apenas não se lembrando ou ainda persistindo numa ideia de que ao fechar os olhos, sua alma sai do corpo todas as noites para visitar outros locais. Não que essas ideias não possuam alguma lógica ou sentido, mas temos que observar que tais ideias partem em sua maioria da doutrina espírita Kardecista, portanto, carrega o peso de seus ensinamentos moralistas e cristãos, como por exemplo, a ideia de que não se pode usar a viagem espiritual para fazer maldades, espionar ou alterar eventos, descobrir talismãs, símbolos, poderes, etc… e como o mundo não é regido pela lei cristã, devemos dizer: é claro que se pode. Aliás, descobrir poderes, símbolos, contatar entidades de variadas naturezas, ir a reinos de seres de comportamento ou tendências variadas e se fortalecer de inúmeras formas é simplesmente a ideia básica daqueles que trilham o Caminho. Continuar lendo