A proposta deste espaço

cropped-cropped-cropped-cropped-danse-macabre11.jpg“Como minhas Palavras interrompem o Silêncio, e o Silencio as minhas Palavras
-Assim o fazem suas ressonâncias se alinhando e aumentando o Poder
Suficientemente para materializar seus intentos.”
(1)

Esta apresentação foi escrita em 2014, na primeira postagem deste espaço. Porém, faço algumas alterações e acrescento algumas coisas que mudaram nesses dois anos de existência. A proposta não mudou, embora esteja sempre em constante movimento, como tudo na existência.

-Após mais uma vez num longo silêncio, dedicando meu tempo aos estudos, práticas e trabalhos pessoais, sinto que já era a hora de criar um espaço onde possa fazer algumas postagens sobre assuntos pertinentes a uma série de tópicos, todos pautados no que chamamos de Caminho da Mão Esquerda. Acredito que o Caminho deva ser o “Caminho do Meio”, visto que o segredo é saber lidar tanto com a Luz quanto com a Escuridão, entendendo que não ha realmente diferença entre ambos, no final das contas..

Como um praticante da Arte sem nome, sinto a necessidade de escrever sobre algumas formas da Arte sem tentar de forma alguma limitá-la, pois visto que além de impossível, também é indesejável. Tentarei traduzir artigos e matérias de autores que acho importante para a Arte em si e tentar mostrar um pouco da extensa variedade de conteúdos.

Este espaço servirá para artigos e materiais próprios e de terceiros (se assim eu o decidir), bem como exposição de ideias e conceitos que giram em torno do tema proposto (que é extremamente vasto). Como expressão de mim mesmo e de nossos ancestrais; da sabedoria que jaz na carne e no sangue, onde faço do desejo uma via a ser trilhada, um jardim a ser contemplado, um desafio a ser vencido.

Embora este seja um espaço pessoal, não deixa de ser público, porém, embora aquilo que eu escreva e compartilhe possa ser publico, minha vida pessoal não o é; portanto, ao longo das postagens é possível conhecer alguma coisa sobre mim, mas apenas aquilo que eu expor. Não haverão postagens do estilo diário e muito menos exposições diretas de minha vida pessoal – mesmo que alguns resultados e conhecimentos, assim como algumas experiências possam expressar algo sobre meu Caminho, apenas eu sei sobre tudo aquilo que pisei, desde rosas até seus espinhos, desde ossos até as cinzas…

Não ha motivos para expor nada que não seja pertinente ao espaço de A Nona Direção e de seus assuntos, uma vez que o espaço em si ganha vida própria, operado por um Autor que julga necessário não se expor em demasia.

A Nona Direção é parte de meus Rituais e de minhas crenças, traçando uma analogia aos espaços sagrados que dividem o espaço e todas as direções existentes. De forma mais simples, poderíamos dizer que o espaço é cortado em oito direções, como por exemplo a Rosa dos Ventos, com seus pontos cardeais. A Nona Direção é o centro dos Caminhos; o “ponto” de onde partem as direções, de onde elas começam, ao mesmo tempo em que é o ponto em que todas terminam, que voltam ao centro. É a direção que determina o início e o fim, o Eterno Agora. E é lá que jaz a morada dos principais seres que fazem parte daquilo que acredito; é lá que se encontra a Chama das Eras, A chama que nunca apaga, a que está acima do tempo, acima das Eras, aquela que sempre brilhou antes mesmo da criação do universo: a Sabedoria primordial, a qual concebemos sob inúmeras máscaras, como fogo da gnose do Senhor Lucifer, A chama de Baphomet, a Sabedoria do Éden, o Fogo de Prometeu; a Chama que brilha entre os chifres sagrados de Azazel.

Além disso, é sabido que o numero 9 possui um vasto histórico em muitos povos no que diz respeito ao seu Poder e influência, desde a entidades, direções, demônios até aos Deuses. Porém, não cabe aqui ser explicado tais ligações, tendo já bastante informação escrita sobre isso, podendo qualquer um pesquisar e ligar sozinho os próprios pontos.

Este espaço reflete minha Caminhada e aprendizado no Caminho Partido, naquilo que é chamado popularmente de Bruxaria, influenciado (e inspirado) pela Bruxaria Tradicional e por todos os segredos e aprendizados do meu Caminho – e tudo aquilo que julgar necessário.

De qualquer forma, este espaço reflete o centro dos Caminhos, seja num início ou num final, seja pelos Deuses Antigos e pelos espíritos que correm nos ventos ou pelo Diabo que jaz no centro da Encruzilhada.

“Estas Palavras são apenas o eco que marcou a minha Ausência.
Silêncio – o choro do Nascimento para anunciar a Presença:
Da Alteridade Completa
Feita Carne.”
(2)

111 (2)

Notas:

(1) Oração do Desígnio, Andrew D. Chumbley; Qutub – editora Xoanon – tradução livre.

(2) Fórmula do Opositor, Andrew D. Chumbley; Qutub – editora Xoanon – tradução livre.

3 Respostas para “A proposta deste espaço

  1. Pingback: Poema Rúnico Anglo-saxão (original, inglês e português) | A Nona Direção

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