Lições do Caminho Partido: A incerteza como Aliada

Lições do Caminho Partido: A incerteza como Aliada


(Pintura do artista Takato Yamamoto)

Eu fico com você agora, meu amigo
Minha língua de navalha está lambendo suas bochechas rosadas
e orelhas feridas.
Eu sussurro segredos sórdidos que não são verdadeiros, nem falsos

(1)

Tenho passado mais tempo observando as pessoas do que interagindo tanto com elas. Claro, tenho passado muito menos tempo na internet e focado em mais coisas do meu dia-a-dia e daquilo que me importa.

De certa forma, tenho ignorado cada vez mais as pessoas que me aborrecem ao invés de entrar em atrito direto e resolvido as coisas com mais calma e jeito do que com truculência, intimidação ou argumentações incisivas. Não que nada anteriormente não fosse eficaz, sempre deu certo de uma forma ou outra, mas acho que com os anos nossas prioridades mudam…e mudam muito. Agora vejo melhor do que nunca a total perda de tempo em discutir certas coisas ou de insistir em algum assunto, discussão ou problema: as coisas podem ser muito mais simples e certas coisas não valem realmente o meu esforço.

É a mesma coisa com “inimigos” (acredito que não tenha…ao menos declarado rs): não tenho inimigos, pois não dou essa honra para qualquer um. Gente que não gosta de mim? deve ter vários. Gente que quer meu mal? provavelmente tem. Mas isso não é um inimigo, é só alguém que não gosta de você. Também tem gente que não gosto – e que apenas ignoro.

Caso eu considerasse alguém como meu inimigo, eu deveria agir rapidamente, pois reconheceria que essa pessoa poderia representar algum perigo para mim.

Nomear alguém como seu inimigo é atribuir valor a essa pessoa. Gente medíocre tem muitos inimigos, gente fraca também.

Sempre vejo muitas pessoas brigando via internet por causa de assuntos completamente irrelevantes. Se importando com coisas que nem mesmo afetariam suas vidas, nem mesmo indiretamente. Logo, qual o objetivo? nenhum, apenas a discussão. E normalmente as brigas se dão pelas certezas. Isso mesmo, pelas certezas individuais.

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A Beleza das coisas não vistas

A Beleza das coisas não vistas

A woman carries decorated human skull or "natitas", as she waits to be greeted by the priest inside the Cementerio General chapel, during the Natitas Festival celebrations, in La Paz, Bolivia, Sunday, Nov. 8, 2015. Although some natitas have been handed down through generations, many are from unnamed, abandoned graves that are cared for and decorated by faithful. They use them as amulets believing they serve as protection. The tradition marks the end of the Catholic All Saints holiday, but is not recognized by the Catholic church. (AP Photo/Juan Karita) ORG XMIT: XJK109

(Um dos crânios humanos do festival das Natitas, Bolívia) (1)

O estigma da desilusão
Confirma sua própria ilusão
E depois de tudo esse pode ser você.
(2)

Boa noite aos leitores da Nona Direção! Hoje vamos falar sobre beleza! Não, não será apenas sobre a beleza convencional ou padrão de nossa sociedade. Iremos falar da beleza que cerca a bruxaria e das formas esquecidas e ignoradas pelas pequenas mentes que cismam em  permanecer em nosso meio.

Esta é uma postagem muito simples, mas que para muitos pode ser complicada de entender. Aqueles que entendem ou sintam a poesia da linguagem dos Deuses, dos espíritos e entidades de nosso mundo, saberão exatamente do que estarei falando em algumas partes. Afinal, a poesia em si é a linguagem dos Deuses, como o vinho que faz as pedras falarem.

Todos nós temos gostos diferentes e desejos por estéticas distintas. Muitas coisas são reconhecidamente como uma beleza comum, onde a maioria concorda que seja algo belo. Tudo bem, mas e na bruxaria? quando falamos de beleza, o que realmente podemos ter em mente?
Oras, TUDO!
A existência em si é de uma beleza única. Atemporal e sem espaço. Inexistente ao mesmo tempo e que está em todas as coisas. Até aqui tudo bem, mas é aí que entramos em uma outra área mais obscura para a maioria, assim como repulsiva ou até mesmo terrível para a maioria das pessoas: É aqui que nós devemos entender a natureza dos Deuses, do mundo, da NOSSA.

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Diferenças entre Wicca e Bruxaria Tradicional – Por Robert Artisson

Diferenças entre Wicca e Bruxaria Tradicional – Por Robert Artisson

1

“Eu sou o Diabo no Inferno,
Dante poderia dizer,
Eu sou um dos treze”.
(1)

Esta é uma entrevista dada por Robert Artisson sobre as diferenças entre Wicca e Bruxaria Tradicional. Infelizmente não sei para quem ele deu a entrevista e nem onde foi originalmente publicada. Porém, repasso a entrevista aqui no blog.
Vi esta entrevista por uma acaso, no blog Brasil Conjure, de um dos meus Kins, Kefron Primeiro. Aliás, vale a pena visitar sua página.

Não ha nenhuma intenção em falar bem ou mal deste ou daquele Caminho, apenas expor a realidade de como as coisas realmente são em sua origem. Vamos ser realistas.

Muita gente achou ruim eu escrever no último texto que Wicca só havia 2 (Gardneriana e Alexandrina), alegando que existe muito além disso. Como alguém que passou por um Coven Gardneriano, posso apenas afirmar que quem não consegue traçar seus iniciadores até Gardner (de forma direta), não é reconhecido e nem considerado wiccano pelos próprios wiccanos…não sou eu quem está dizendo, até porque não me identifico com isso mais.

De qualquer forma, deixo a entrevista abaixo, a qual vale muito a pena ler.

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Considerações pessoais aos iniciantes na Bruxaria

Considerações pessoais aos iniciantes na Bruxaria

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Por debaixo da máscara na qual você se enterrou
É preto como carvão.
Eu estou cansado de engolir o que você faz
Cada dia uma face nova
E se eu desparafusar
Sua própria identidade
Você não se perguntaria se iria restar algo de você?
(1)

Decidi escrever este texto de forma espontânea. Não preparei materiais especiais e nem tampouco várias referências para usar como base. Não, este texto será espontâneo e irá refletir minhas considerações para aqueles que começaram a andar ha pouco tempo no Caminho e para aqueles que desejam começar a andar de alguma forma. Talvez o texto sirva para aqueles que já possuem uma boa caminhada, afinal, algumas experiências pessoais podem trazer algumas reflexões a cada um de nós e acabar por nos presentear com uma pequena fagulha que, se em contato com algo inflamável, poderá acender uma chama crescente, como o sopro do Grande Dragão. Continuar lendo

Conceitos sobre Instrumentos Mágicos e suas reais necessidades

Conceitos sobre Instrumentos Mágicos e suas reais necessidades

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São iguais o belo e o feio; andemos da névoa em meio.”
(1)

Quem nunca imaginou a figura da Bruxa com caldeirões, vassouras e um Familiar? Com alguns aparatos feito de ossos e partes de animais ou até mesmo um crânio humano?

Como não pensar no mago traçando seus círculos geométricos variados com cálculos e formas simétricas, usando uma espada ou bastão?

Da velha feiticeira com suas ervas e plantas? Com seus patuás(2) e símbolos populares?

Quem nunca viu ou ouvir falar de benzedeiras que utilizam plantas para benzer e retirar doenças e mal estares de outras pessoas, seja com arruda(3), espada de são Jorge(4) e até mesmo brasas ou óleos?

A mulher vidente que usa uma bacia com água especialmente preparada ou um espelho mágico para ter visões proféticas ou ainda o Erilaz(5) que usa suas runas com um pano próprio para seus jogos ou a runa em si para um encantamento; visões interessantes e até mesmo estereotipadas em comparação com o conhecimento popular.

Há quem diga que aqueles que praticam A Arte da Magia, devem possuir inúmeros aparatos pré-estabelecidos, normalmente ligados a sua própria Arte, seja em qualquer de suas formas e expressões. Há quem diga que tais ferramentas são indispensáveis e que sem o seu uso o praticante ficaria limitado e até mesmo impossibilitado de fazer uso de inúmeros poderes ao seu dispor.

Este ensaio tem como objetivo divagar e expor alguns conceitos relevantes ao que chamamos de “Aparatos Mágicos” ou “Instrumentos Mágicos”.

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O Caminho Partido e a Era da informação

O Caminho Partido e a Era da informação

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Aqueles que não fazem nada estão sempre dispostos a criticar os que fazem algo.
-Oscar Wilde

Não é segredo ou novidade que o mundo possui um crescimento exponencial quando se trata de tecnologia e de conhecimentos que trazem conforto e praticidade. Na última década temos acompanhado uma febre no que diz respeito não somente a internet, mas ao acesso e a facilidade através de aparelhos móveis diversos, bem como ao acesso a informação a todas as classes e grupos. O compartilhamento da informação chega a ser feita em tempo real a qualquer acontecimento diário, resumido a um simples botão ou comando.

Teoricamente o acesso à informação deveria abrir a mente das pessoas e dificultar a manipulação das mesmas através das grandes mídias ou das opiniões e preconceitos arcaicos. A idéia é que quanto mais as pessoas se comunicassem através da escrita, mais as mesmas exercitariam o vocabulário e cada vez melhor seria tanto seus conhecimentos quanto suas idéias: tais suposições simplesmente caíram por terra da pior forma possível.

O acesso em si, tanto da informação quanto da comunicação não somente está sendo falho no que diz respeito a propagar novas idéias e abrir as mentes das pessoas, como também trouxe inúmeras mazelas e problemas de forma compartilhada, bem como aumentar o alcance da inutilidade das pessoas mundanas: muito mais do que propagar boas e novas idéias, pois embora por um lado o acesso a informações mais valiosas tenha sido facilitada, o volume de mazelas espalhadas e de péssimos hábitos e manutenção da inutilidade das ovelhas tem sido esmagadoramente maior.

O problema não está, de forma alguma, na tecnologia ou nas inovações, pois as mesmas, além de serem úteis, possibilitarem e ilustrarem o desenvolvimento das criações humanas (incluindo avanços tanto com o intuito de curar quanto de matar), tais avanços se tornam naturais e dependem única e exclusivamente de pessoas para aplicarem o seus usos.

O Problema real são as pessoas.

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Caráter, Conflitos e o Caminho da Mão Esquerda

Caráter, Conflitos e o Caminho da Mão Esquerda

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Eu estou cansado de suas desculpas,
Não pode mais lidar com o viver,
Eu lhe darei razões para continuar,
Enquanto você se contorce no chão
(1)

            Inúmeras são as dúvidas e extensa é a confusão tanto daqueles que realmente começam a “andar o Caminho” quanto daqueles que dizem percorrê-lo. Em determinados momentos, nos deparamos com algumas situações onde algumas escolhas parecem dúbias, bem como a definição do que podemos dizer ser “certo” ou “errado”, alimentando dúvidas quanto a essas definições ilusórias ditadas por outras pessoas e seguidas apenas pelas ovelhas que, em sua maioria, não passam de hipócritas de seus próprios valores ilusórios.

            Para entendermos melhor e para que possamos visualizar certos conceitos, precisamos, primeiramente, conseguir olhar as situações em si “de fora”, como se fôssemos expectadores, a fim de que nossa visão dos fatos não seja prejudicada pelas emoções como um todo e para não corrermos o risco (ao menos não inteiramente) de fazermos escolhas erradas tendo como base sentimentos momentâneos ou motivos incertos. É claro, a ideia de olharmos “de fora” para um problema, requer um equilíbrio no que diz respeito a vivência e si, pois se formos meros expectadores de nossas próprias vidas, não viveremos de fato, mas sim, apenas agiremos de forma mecânica, anulando qualquer experiência, aprendizado ou proveito em tudo que fazemos, seja no sofrimento ou no deleite.

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