Os Vícios e os Erros modernos na Bruxaria

Os Vícios e os Erros modernos na Bruxaria

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“Não faça o que desejar – Faça o que é necessário.
Tome tudo o que você recebe – dê tudo de si mesmo.
O que eu tenho – eu seguro!
Quando tudo mais está perdido, e não até então, prepare-se para morrer com dignidade.”
(1)

Poderia haver outras formas de começar esta postagem, que embora escrita de forma espontânea, possui pensamentos e ideias não somente pessoais, mas ideias compartilhadas por inúmeros praticantes da Arte. Dentre esses praticantes que cito, boa parte não revela e nem discute sobre as próprias práticas abertamente, dando no máximo alguns vislumbres através de inspirações, algo que consideramos sagrado e divino. Alguns poucos dedicam-se a uma divulgação mais aberta, para ensinar ou viver de seu ofício, mas a maioria de nós prefere ser mais reservado. De qualquer forma, comecei a postagem com a máxima acima de um Bruxo Tradicional famoso entre aqueles que Andam o Caminho e possuem um grande respeito pela “Arte sem nome”, a qual antecede todos os conceitos modernos e “new age” na Bruxaria em si.

Irei abordar vários tópicos a respeito do que é praticado entre aqueles que possuem um Caminho mais tradicional e do que acaba ocorrendo nos meios modernos e em algumas novas religiões, como a Wicca e os reconstrucionismos mais conhecidos, pois esses influenciaram boa parte da mentalidade moderna, seja isso bom ou ruim.

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Caráter, Conflitos e o Caminho da Mão Esquerda

Caráter, Conflitos e o Caminho da Mão Esquerda

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Eu estou cansado de suas desculpas,
Não pode mais lidar com o viver,
Eu lhe darei razões para continuar,
Enquanto você se contorce no chão
(1)

            Inúmeras são as dúvidas e extensa é a confusão tanto daqueles que realmente começam a “andar o Caminho” quanto daqueles que dizem percorrê-lo. Em determinados momentos, nos deparamos com algumas situações onde algumas escolhas parecem dúbias, bem como a definição do que podemos dizer ser “certo” ou “errado”, alimentando dúvidas quanto a essas definições ilusórias ditadas por outras pessoas e seguidas apenas pelas ovelhas que, em sua maioria, não passam de hipócritas de seus próprios valores ilusórios.

            Para entendermos melhor e para que possamos visualizar certos conceitos, precisamos, primeiramente, conseguir olhar as situações em si “de fora”, como se fôssemos expectadores, a fim de que nossa visão dos fatos não seja prejudicada pelas emoções como um todo e para não corrermos o risco (ao menos não inteiramente) de fazermos escolhas erradas tendo como base sentimentos momentâneos ou motivos incertos. É claro, a ideia de olharmos “de fora” para um problema, requer um equilíbrio no que diz respeito a vivência e si, pois se formos meros expectadores de nossas próprias vidas, não viveremos de fato, mas sim, apenas agiremos de forma mecânica, anulando qualquer experiência, aprendizado ou proveito em tudo que fazemos, seja no sofrimento ou no deleite.

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