Medos, Buscas, Completude e a Alquimia Interna

Medos, Buscas, Completude e a Alquimia Interna

“Quem irá cantar para mim
No sonho da morte em que fui deixado
Quando eu ando no Caminho para Hel
E a trilha em que piso
É tão fria, tão fria”.
(1)

Este é um ano diferente dos demais.

Não pelo fato dos acontecimentos serem únicos – para uma vida realmente vivida, devemos ter muitas coisas únicas ou experimentar coisas pela primeira vez.

Pode parecer besteira, mas a experiência não se dá apenas através da repetição e lapidação, mas também pela experimentação de coisas novas, ou ainda, de colocar em prática pensamentos e ideias atrativas ou fascinantes, mesmo sem saber se haverá bom resultado ou não: gostar ou não faz parte do conhecimento e do auto conhecimento, o que é algo muito importante no Caminho.

Enquanto no Estruturalismo(2) nossas escolhas são pré determinadas pelas estruturas sociais ao nosso redor e tudo que sabemos e escolhemos são apenas resultados dessas bases, no Existencialismo(3) temos a ideia antagônica de que somos livres e que com isso temos uma pesada e complexa responsabilidade em nossas escolhas, assim como responsabilidade em suas consequências, mesmo sem sabermos quais seriam.

Seria a morte parte da estrutura humana ou poderia ser também uma experimentação única em si?

De qualquer forma, algumas coisas podem e deverão ser escritas neste texto, tendo como base experiências, reflexões, escolhas, estados e, obviamente, transformações.

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Um Pouco sobre Runas – Parte 1: Conceitos tradicionais e falácias modernas

Um Pouco sobre Runas – Parte 1: Conceitos tradicionais e falácias modernas
Näsby Odensala, Uppland, Sweden
(Pedra Rúnica em Näsby Odensala, Uppland, Sweden)

Abra a Runa e a fé do forte e do corajoso!
Abra! Deixe os Deuses do seu coração e da sua alma mostrarem o Caminho”.
(1)

Como algumas pessoas sabem, devido ao advento da nossa “Era de informação”, inúmeros conhecimentos que antes eram ocultos ou específicos de algum grupo ou região, hoje tornaram-se abertos e propagados mundialmente. Seria uma ótima notícia se tais  conhecimentos fossem passados de forma séria e estudados como exatamente eram, mesmo que seja somado ao repertório e a interpretação de nossa Era; afinal, tudo o que é aprendido e repassado aos mais novos carrega uma Marca advinda de seu último detentor, de forma que o conhecimento fique sempre mais carregado e rico, trazendo toda uma linhagem e conhecimento para aquele que passa a deter tal conhecimento. Infelizmente, tais conhecimentos são distorcidos por aqueles que recebem e são passados de forma errônea: não são compreendidos por quem aprende e quando são passados adiante, são distorcidos para preencher as lacunas pessoais de cada dito praticante ou ainda daqueles que ousam usar o título, arbitrariamente, de “Runamal” ou Erilaz(2).

Aqui falaremos um pouco sobre as poderosas Runas trazidas da morte pelo Deus Odin, o Pai de Todos, o Caolho, o Velho, Wotan, Woden e muitos outros nomes usado pelo Deus dos Deuses. Continuar lendo