Medos, Buscas, Completude e a Alquimia Interna

Medos, Buscas, Completude e a Alquimia Interna

“Quem irá cantar para mim
No sonho da morte em que fui deixado
Quando eu ando no Caminho para Hel
E a trilha em que piso
É tão fria, tão fria”.
(1)

Este é um ano diferente dos demais.

Não pelo fato dos acontecimentos serem únicos – para uma vida realmente vivida, devemos ter muitas coisas únicas ou experimentar coisas pela primeira vez.

Pode parecer besteira, mas a experiência não se dá apenas através da repetição e lapidação, mas também pela experimentação de coisas novas, ou ainda, de colocar em prática pensamentos e ideias atrativas ou fascinantes, mesmo sem saber se haverá bom resultado ou não: gostar ou não faz parte do conhecimento e do auto conhecimento, o que é algo muito importante no Caminho.

Enquanto no Estruturalismo(2) nossas escolhas são pré determinadas pelas estruturas sociais ao nosso redor e tudo que sabemos e escolhemos são apenas resultados dessas bases, no Existencialismo(3) temos a ideia antagônica de que somos livres e que com isso temos uma pesada e complexa responsabilidade em nossas escolhas, assim como responsabilidade em suas consequências, mesmo sem sabermos quais seriam.

Seria a morte parte da estrutura humana ou poderia ser também uma experimentação única em si?

De qualquer forma, algumas coisas podem e deverão ser escritas neste texto, tendo como base experiências, reflexões, escolhas, estados e, obviamente, transformações.

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Conceitos sobre Instrumentos Mágicos e suas reais necessidades

Conceitos sobre Instrumentos Mágicos e suas reais necessidades

3bm

São iguais o belo e o feio; andemos da névoa em meio.”
(1)

Quem nunca imaginou a figura da Bruxa com caldeirões, vassouras e um Familiar? Com alguns aparatos feito de ossos e partes de animais ou até mesmo um crânio humano?

Como não pensar no mago traçando seus círculos geométricos variados com cálculos e formas simétricas, usando uma espada ou bastão?

Da velha feiticeira com suas ervas e plantas? Com seus patuás(2) e símbolos populares?

Quem nunca viu ou ouvir falar de benzedeiras que utilizam plantas para benzer e retirar doenças e mal estares de outras pessoas, seja com arruda(3), espada de são Jorge(4) e até mesmo brasas ou óleos?

A mulher vidente que usa uma bacia com água especialmente preparada ou um espelho mágico para ter visões proféticas ou ainda o Erilaz(5) que usa suas runas com um pano próprio para seus jogos ou a runa em si para um encantamento; visões interessantes e até mesmo estereotipadas em comparação com o conhecimento popular.

Há quem diga que aqueles que praticam A Arte da Magia, devem possuir inúmeros aparatos pré-estabelecidos, normalmente ligados a sua própria Arte, seja em qualquer de suas formas e expressões. Há quem diga que tais ferramentas são indispensáveis e que sem o seu uso o praticante ficaria limitado e até mesmo impossibilitado de fazer uso de inúmeros poderes ao seu dispor.

Este ensaio tem como objetivo divagar e expor alguns conceitos relevantes ao que chamamos de “Aparatos Mágicos” ou “Instrumentos Mágicos”.

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