Hinos para o Sol, para a Lua e para a Noite

Muitos são aqueles que voltam suas orações para o Sol e para a Lua. Muitos são aqueles que usam o Manto da Noite para realizar seus sortilégios, adorações e práticas da Arte Inominável.

Como já realizado neste espaço virtual na postagem “Um pouco sobre Orfeu e os Hinos Órficos“, onde falo sobre o grande Orfeu e um pouco sobre os Hinos que atravessaram a história e que são usados até os dias de hoje; decidi disponibilizar mais três Hinos, dessa vez, com uma inclinação especial para agradar Deuses Solares, Deusas Lunares e a própria Deusa da Noite.

Abaixo apresento as traduções de três Hinos Órficos oferecidos aos Leitores para fazerem uso da forma em que acharem mais conveniente em suas práticas, sendo o primeiro para o Sol, o segundo para a Lua e o terceiro para a Noite.

(1)(2)

Para o Sol

Fumigação de Franquincenso (ou Olíbano)

(Hino VII)

Helios_Temple_of_Athena_at_Troy_Belin,_Pergamon_Museum_280-300_BC_ Continuar lendo

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Um pouco sobre Orfeu e Os Hinos Órficos

Orpheuse_before_Pluto_and_Persephone_by_François_Perrier
(Orfeu diante de Hades e Perséfone, por Francois Perrier)

“Caída em nosso mundo,
A serpente do Paraíso
Senhora da Sabedoria
Nas canções de Orfeu.”
(1)

Orfeu: Herói e Poeta

Os Hinos Órficos são um conjunto de poesias devocionais atribuídos ao grande Orfeu, tido nas histórias Helênicas(2) como o maior poeta e músico que existiu.

Era dito que quando tocava sua Lira(3), os pássaros interrompiam seu voo para escutar sua música; os animais selvagens perdiam o medo e se aproximavam e as árvores se inclinavam para ouvir sua música trazida pelos ventos.

Após perder a sua amada Eurídice(4) numa tragédia, Orfeu desceu até o submundo afim de encontrar sua esposa. Convenceu Caronte(5) a transportá-lo vivo pelo Estige(6) comovendo-o com sua Lira; acalmou e adormeceu Cérbero(7) com sua música e a cada monstro e guardião que encontrava pelo caminho, conseguia passar encantando-os com sua Lira.

Quando chegou ao Deus dos mortos, o poderoso Hades, o mesmo se enfureceu por ter em seu mundo um mortal. Então Orfeu tocou sua Lira e toda a agonia de sua música comoveu a todos no submundo, inclusive o Deus dos mortos, que chorou lágrimas de ferro. Comovida, sua esposa Perséfone pediu ao marido que concedesse o desejo de Orfeu, e Hades assim o fez, sob a condição de que Orfeu não olhasse para sua amada que viria atrás de si até que a luz do dia a tocasse novamente. Continuar lendo