Os Vícios e os Erros modernos na Bruxaria

Os Vícios e os Erros modernos na Bruxaria

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“Não faça o que desejar – Faça o que é necessário.
Tome tudo o que você recebe – dê tudo de si mesmo.
O que eu tenho – eu seguro!
Quando tudo mais está perdido, e não até então, prepare-se para morrer com dignidade.”
(1)

Poderia haver outras formas de começar esta postagem, que embora escrita de forma espontânea, possui pensamentos e ideias não somente pessoais, mas ideias compartilhadas por inúmeros praticantes da Arte. Dentre esses praticantes que cito, boa parte não revela e nem discute sobre as próprias práticas abertamente, dando no máximo alguns vislumbres através de inspirações, algo que consideramos sagrado e divino. Alguns poucos dedicam-se a uma divulgação mais aberta, para ensinar ou viver de seu ofício, mas a maioria de nós prefere ser mais reservado. De qualquer forma, comecei a postagem com a máxima acima de um Bruxo Tradicional famoso entre aqueles que Andam o Caminho e possuem um grande respeito pela “Arte sem nome”, a qual antecede todos os conceitos modernos e “new age” na Bruxaria em si.

Irei abordar vários tópicos a respeito do que é praticado entre aqueles que possuem um Caminho mais tradicional e do que acaba ocorrendo nos meios modernos e em algumas novas religiões, como a Wicca e os reconstrucionismos mais conhecidos, pois esses influenciaram boa parte da mentalidade moderna, seja isso bom ou ruim.

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Poema Rúnico Anglo-saxão (original, inglês e português)

Poema Rúnico Anglo-saxão (original, inglês e português)

Odin
(Estátua do Deus Odin, Hannover, Germany)

“Como minhas Palavras interrompem o Silêncio, e o Silencio as minhas Palavras
-Assim o fazem suas ressonâncias se alinhando e aumentando o Poder
Suficientemente para materializar seus intentos.”
(1)

Saudações leitores e amigos do blog “A Nona Direção”!
Após quase um ano sem postagens, voltamos agora com as postagens no blog. Não haverá uma data correta para as postagens, mas por enquanto irei mantê-las surgindo aqui no blog.

Para inaugurar as novas postagens, criei 3 novas páginas (que estão na aba superior direita, no topo da página):
A proposta deste espaço;
Contato;
Publicações.

Acredito que os nomes das páginas falem por si.

Agora vamos a nossa postagem, que é nada mais nada menos do que o Poema Rúnico Anglo-saxão.

Pelo que percebi, praticamente todos os envolvidos com ocultismo e bruxaria conhecem as Runas em geral, seja de nome ou de suas práticas pessoais. Porém, quase nenhuma desse grande número de pessoas conhece ou chegou a ler o Poema Rúnico Anglo-saxão. É claro que existem outros poemas, mas o Anglo-saxão é o mais longo e engloba as 29 Runas de seu Set. Para quem possui interesse, fiz uma série de postagens, já ha algum tempo, sobre as Runas e procurei falar um pouco mais do que o convencional que é encontrado em português na maioria dos sites.
(2)

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Um Pouco sobre Runas – Parte 2: Os Grupos de Runas e um pouco de suas Histórias

Um Pouco sobre Runas – Parte 2: Os Grupos de Runas e um pouco de suas Histórias

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(Uma imagem ilustrativa de um Irminsûl)

“Entre no Caminho das Runas
E beba da fonte de Urd,
Experimente as frutas de Idunna
Decifre os símbolos do Norte.”
(1)

Os grupos de Runas

Existem muitos historiadores e Runólogos que estudam e pesquisam por anos a fio tanto a origem quanto os grupos de Runas que existiram. Portanto, muitos escritores, principalmente aqueles que inventam alguma runa que nunca existiu, deveriam ter a decência de dizer que são criações próprias e não runas “antigas” ou “tradicionais”, como a tal falada “Runa Branca”, chamada também de “Runa de Odin”: tal runa, criada pelo escritor Ralph Blum, se popularizou em nossa Era ao ponto das pessoas acreditarem que tal runa realmente possui algum valor ou tradição. Não, nenhum Erilaz de verdade usa uma runa criada para ser propagada por modistas, que apenas enxergam as Runas como se fosse um “kit de adivinhação” que você compra numa banca de jornal. Qualquer estudioso de Runas compreende que inclusive existe uma Runa com um propósito similar e muito mais abrangente, que neste caso é a Runa Gar, sobre a qual falarei mais adiante no texto. Continuar lendo