Adversidades do Caminho e a leveza interior

Adversidades do Caminho e a leveza interior


(Arte por Zdzisław Beksiński)

“Tudo aquilo que não enfrentamos em vida
acaba se tornando o nosso destino”.
(1)

Esta postagem não é para ser longa, mas pensei em trazer algumas reflexões frente aos dias sombrios que virão neste ano.
faltando uns 3 meses para 2018, eu senti que o ano seria absurdo de movimentos e que a Roda iria girar depressa, intensa e implacável. Que deveríamos entender os movimentos da Roda para não sermos atropelados por esses mesmos movimentos. Sabia que seria atípico e que muita coisa iria mudar…e mudaria rápido!

Foi um ano muito intenso e muito melhor do que eu esperava e muito mais revelador também.

Para este ano, estava com uma sensação muito ruim, como se o ano fosse realmente ruim e com muitos problemas que iriam acontecer, coisas que afetariam todos nós…conflitos…será um ano sombrio e angustiante.

Parei para pensar sobre e cheguei a algumas conclusões nas quais me baseei para escrever esta postagem de forma espontânea.

Antes de qualquer atitude ou influência externa, aqueles que “andam o Caminho” normalmente possuem um auto conhecimento melhor e uma noção interna mais aguçada, tornando as influências externas menos relevantes ou influentes.

Tentando explicar de forma mais simples, quero dizer que quanto mais seguro de você mesmo, por exemplo, menos você dará ouvidos a criticas ruins de outras pessoas, afinal, você sabe quem você é. Continuar lendo

Bruxaria: trocando de pele como as Serpentes

Bruxaria: trocando de pele como as Serpentes


Ilustração por: The Art of Valin Mattheis

Á noite… Eu beijo a serpente em tuas lágrimas
(1)

 

Sempre ouvi muitas pessoas falando sobre transformações quando o assunto tocasse os pálidos espectros dos pés da Arte Sem Nome.

Por inúmeras vezes escutei as mesmas pessoas falando sobre transformações da mesma forma, com os mesmos argumentos, durante tempos…o ciclo se renova e as falas continuam as mesmas. Nem mesmo “falar A Fala” tem se tornado possível para aqueles que não compreendem a fluidez e natureza cíclica da Arte em si. Nada mudou em tantos anos, nada mudou nas atitudes. As pessoas no geral não são as mesmas, mas o vazio em suas vozes continua o mesmo.

Hoje iremos falar um pouco sobre transformações dentro da bruxaria e o porquê de ser um assunto com uma grande relevância dentro da Arte.

Que possamos trocar de pele como a sábia Serpente e, como sua apoteose é o Dragão, que nossa Apoteose seja a de Deuses.

Continuar lendo

Visão de mundo na Bruxaria: hipocrisia, medo e o politicamente correto.

Visão de mundo na Bruxaria e a hipocrisia, o medo e o politicamente correto.

1486906_483581048427839_812413661_n

“Oh, com prazer ele vos mostraria
Do mundo e como ele o vê,
Mas como ele pode falar de algo,
Do qual não entende absolutamente nada?
Com prazer ele vos cantaria
Do amor que a tudo se entrelaça,
Porém só sobra o triste lamento,
Pois ele não vivenciou um único dia.
(1)

 

Depois de um bom tempo, estamos de volta com mais uma postagem em nosso espaço. Desta vez trago um assunto com o qual gostaria de incitar algumas reflexões naqueles que acompanham ou que acabam por se deparar com este espaço.

Este texto não é direcionado para ninguém em particular (dificilmente alguém me chama tanta atenção assim…), mas se trata de uma situação que já tenho visto ha mais de uma década e que entendo que vem de muito antes…

Quando falamos de Bruxaria, estamos falando de uma Arte extremamente versátil e sem definição. Um aglomerado de práticas mágicas encontrados em diversas culturas e cada qual com suas formas particulares. Não existe “uma” bruxaria. Não existe “bruxaria religião” e sim, religiões que se utilizam de bruxaria e de magia. Porém, não será isso o que iremos falar nesta noite de Átropos ou Morta!

Está na hora de falarmos de algo bem comum, que nós, os mais velhos, vemos o tempo todo e que merece uma certa atenção: a mentalidade dos ditos “bruxos” (entre aspas sim, pois muitos são apenas neopagãos ou adeptos da Wicca, muitos sem poder real, resumindo-se em algum tipo de “adorador”).

Muitas pessoas trazem uma criação cristã, com valores cristãos e uma forma de enxergar o mundo de forma cristã ou monoteísta (e isso inclui todas as religiões e doutrinas cristãs e monoteístas). Pois bem, o que sempre percebi, desde o final dos anos 90’s, foram pessoas que saíam dessas religiões ou famílias com o intuito de achar um “local novo” ou “diferente” para expressar sua fé. Muito interessante e até então não ha problema em querer buscar, aliás, a busca é sempre bem vinda. O problema real é a pessoa manter a mesma forma de ver o mundo.

Continuar lendo