As Visões de Mundo de um Andarilho da Arte sem Nome

As Visões de Mundo de um Andarilho da Arte sem Nome


(Art by Valin Mattheis: Facebook Page and Strange Gods Website)

Queime Brilhante e eterno:
O coração da Estrela no coração da terra,
O coração da terra no coração do homem!
(1)

 

Muitas vezes, enquanto Caminho por algum de meus trajetos comuns ou quando decido subitamente mudar a direção ou experimentar outros caminhos, sempre me pego observando as sutilezas de toda uma poesia aparente na existência. Longe de ser apenas algum tipo de reflexão ou devaneio acerca do tema que começo abordando nesta postagem (mas também sendo tudo isso); também pretendo apontar a importância que enxergo nas diferentes visões de mundo quando falamos de Bruxaria.

A priori, pode parecer que se trata apenas de um ponto de vista (e realmente, no final, poderia mesmo ser apenas isso), mas é sábio notar as sutilezas entre as diferentes visões e de como podemos notar algumas diferenças entre aqueles capazes de “enxergar além” das pessoas que enxergam apenas o que lhes apontam ou que param de ver aquilo que lhes é proibido, seja por uma moral, convenção social ou mesmo através do sacrifício da visão pessoal (subjetiva) em nome de uma realidade geral e mecânica (objetiva) que no final não passa de uma ilusão.

Bruxos enxergam o mundo de forma diferente. Porém, não vivemos apenas no mundo das ideias como a maioria das massas: nós reagimos, interagimos e vivemos de acordo com essas diferentes visões de mundo.

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Visão de mundo na Bruxaria: hipocrisia, medo e o politicamente correto.

Visão de mundo na Bruxaria e a hipocrisia, o medo e o politicamente correto.

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“Oh, com prazer ele vos mostraria
Do mundo e como ele o vê,
Mas como ele pode falar de algo,
Do qual não entende absolutamente nada?
Com prazer ele vos cantaria
Do amor que a tudo se entrelaça,
Porém só sobra o triste lamento,
Pois ele não vivenciou um único dia.
(1)

 

Depois de um bom tempo, estamos de volta com mais uma postagem em nosso espaço. Desta vez trago um assunto com o qual gostaria de incitar algumas reflexões naqueles que acompanham ou que acabam por se deparar com este espaço.

Este texto não é direcionado para ninguém em particular (dificilmente alguém me chama tanta atenção assim…), mas se trata de uma situação que já tenho visto ha mais de uma década e que entendo que vem de muito antes…

Quando falamos de Bruxaria, estamos falando de uma Arte extremamente versátil e sem definição. Um aglomerado de práticas mágicas encontrados em diversas culturas e cada qual com suas formas particulares. Não existe “uma” bruxaria. Não existe “bruxaria religião” e sim, religiões que se utilizam de bruxaria e de magia. Porém, não será isso o que iremos falar nesta noite de Átropos ou Morta!

Está na hora de falarmos de algo bem comum, que nós, os mais velhos, vemos o tempo todo e que merece uma certa atenção: a mentalidade dos ditos “bruxos” (entre aspas sim, pois muitos são apenas neopagãos ou adeptos da Wicca, muitos sem poder real, resumindo-se em algum tipo de “adorador”).

Muitas pessoas trazem uma criação cristã, com valores cristãos e uma forma de enxergar o mundo de forma cristã ou monoteísta (e isso inclui todas as religiões e doutrinas cristãs e monoteístas). Pois bem, o que sempre percebi, desde o final dos anos 90’s, foram pessoas que saíam dessas religiões ou famílias com o intuito de achar um “local novo” ou “diferente” para expressar sua fé. Muito interessante e até então não ha problema em querer buscar, aliás, a busca é sempre bem vinda. O problema real é a pessoa manter a mesma forma de ver o mundo.

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