A Arte da Bruxaria

A Arte da Bruxaria

A Arte da Bruxaria 1

“Uma luz negra, As almas perdidas estão suplicando
Agarrando-se ao último vislumbre de esperança”
(1)

Muitos são os sinais que levam ao Caminho. Muitos são os elementos identificados naqueles que praticam a Arte sem nome, mesmo que cada praticante seja completamente diferente, ainda assim há alguma similaridade em algum ponto de suas práticas.

Embora as diferenças entre praticantes da Arte Sábia do mundo inteiro sejam inúmeras em seus aspectos, sempre são achadas similaridades, mesmo que apenas conceitual.

É imperativo deixar claro neste Grimório da Arte sem nome, que quando falamos de ‘Bruxaria’, estamos falando da verdadeira Arte, a Inominável, dos mistérios que não dependem exclusivamente de algum Deus ou de algum grupo ou religião, principalmente grupos modernos e infantis e de pessoas que se apropriam de tais alcunhas como se fossem ‘títulos’, como se tal palavra resumisse um estereótipo de suas fantasias diárias ou contasse sobre algum conjunto de crenças em específico, que os mesmos insistem em achar que pode ser comparada ou ainda servir de exemplo para outras denominações. Não, quando falamos de bruxaria, da Arte dos Sábios, da Arte inominável, estamos falando de práticas realmente antigas e ao mesmo tempo contemporâneas. Ao paradoxo que isso possa significar, primeiramente é não confundir com o que vemos nos dias de hoje como “modernos” e “reconstrucionistas”. Não, essas pessoas apenas adaptam ao próprio conforto uma jornada que em primeiro lugar depende de que você saia de sua própria “zona de conforto” e se exponha ao perigo da real jornada. Continuar lendo

Um pouco sobre Runas: – Parte 3: Enigmas, significados e interpretação

Um pouco sobre Runas:  – Parte 3: Enigmas, significados e interpretação

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Ele rugiu como os ursos rugem:
“Pedras para os mais robustos,
O quais as lanças não irão morder,
Nem os fios do aço,
Estes filhos de Jonakr!’
(1)

Tudo na existência pode ser vista de pontos de vista diferentes. Poderíamos pedir para pessoas diferentes descreverem situações iguais e cada um delas dariam impressões diferentes, mesmo que pudessem ser similares. Cada pessoa possui uma visão e cada entendimento difere uma das outras. Não se trata, de fato, de qual impressão pudesse estar certa ou errada, pois tal coisa não existe. Todas as descrições existem e todas podem ser somadas e comparadas para se ter um numero maior de informações. Apenas somando inúmeros pontos de vistas é que podemos ter, cada vez mais, um conhecimento e uma compreensão mais abrangente sobre qualquer coisa na vida. E é exatamente nesse ponto que começaremos este texto.

Para a Arte das Runas é necessário que a visão do Erilaz seja sempre abrangente e não limitada a apenas uma mera interpretação ou fechada para apenas aquilo que o mesmo aprendera. Seu conhecimento é importante, mas deve-se entender que conhecimento nunca é subtraído, apenas somado ou até mesmo multiplicado.

É uma forma de ver o mundo no plural, sem ser fechado a uma mera visão. Para se usar as runas como oráculo, esse é o básico para se caminhar nos seus próprios horizontes. Continuar lendo

Bruxaria, Bíblia e sincretismo religioso – Parte 2: Bruxaria e Cristianismo

Para entender melhor este texto, aconselho ler a Parte 1: A origem do deus do Velho Testamento.

 

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(Sigilo de Caim, por Michael Howard)

Esta é a segunda e última parte da postagem (que infelizmente demorou a sair devido aos meus projetos pessoais de mais urgência) e que buscarei tentar não me alongar em demasia, visto que o assunto é extenso e requer, acima de tudo, leitores que não vivem sob a sombra do temor de crenças alheias, muito menos dos que ainda se sentem mal quando ouvem algumas palavras e possuem certos tabus advindos da própria criação e/ou traumas religiosos e sociais.

O Caminho que tomaremos neste texto é variado, embora seja sobre o mesmo assunto, futuramente servindo como uma bússola para se aprofundar em outros que estarão nesta postagem…ou não.

O que muitas pessoas ignoram quando tratamos de Bruxaria é que a mesma é tão vasta e tão antiga, que não existe barreiras ou dogmas, regras ou moral, ética ou lei que possa definir, limitar, controlar ou julgar a Ate em si.

As ideias de Murray quanto a Bruxaria ser a “Antiga Religião” contradiz não só as evidências históricas, sociais e culturais (como se fosse pouco rs), mas também a crença e a fé de diversos autores, clãs e bruxos espalhados pelo mundo. Não, eu não somente foco uma suposta “teoria” baseada em um autor ou um segmento de bruxaria. Não, não me baseio apenas nas experiências alheias e muito menos no que aprendo pela internet ou repito o que outros me disseram: aquilo que eu faço é buscar. Infelizmente, a esmagadora maioria dos ditos “pagãos” não buscam nada além de sua própria zona de conforto. Aceitam aquilo que lhe ensinaram ou aquele pouco que aprenderam e tentam defender isso com unhas e dentes, sem contestar e dando desculpas para suas faltas de conhecimento e esforço. Continuar lendo