O Poder do Bruxo e a Inatividade das Pessoas Mundanas

O Poder do Bruxo e a Inatividade das Pessoas Mundanas

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“Eu sou uma pedra caindo num mundo de vidro
Eu sou uma bomba acionada com uma máscara sorridente.”
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A Primeira dúvida de um leigo ao se deparar com algum assunto relativo a magia é a de se perguntar se os praticantes daquele determinado segmento possuem ‘poderes mágicos’ e ‘o que essas pessoas são capazes de fazer’. Esse sentimento de dúvida traz à tona medos primitivos não somente do indivíduo, mas uma carga que vem sido transferida desde os primórdios da humanidade: o Medo do Desconhecido.

Tal medo reside em todas as pessoas, de uma forma ou de outra, e costuma ser expressado por inúmeros fatores, principalmente nas profundezas de seu próprio ser; visto que muitas atitudes são tomadas por alguma consequência de nossas vivências sem nem mesmo serem percebidas conscientemente por nós mesmos.

Muitos desses medos fazem parte do instinto de sobrevivência animal, pois mesmo que seja negado pela maioria da população, nós também somos animais e fazemos parte do Todo.

A ideia de ‘Poderes Mágicos’ dá-se ao fato de que sempre existiram pessoas com conhecimentos além do que a do homem preguiçoso comum, que nada sabe, a não ser aquilo que lhe é dado e que o mesmo recebe sem nem mesmo contestar ou tentar averiguar a própria origem. Continuar lendo

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Algumas palavras sobre Bruxaria

É típico dos genuínos homens-de-conhecimento utilizar o que quer que esteja à mão e mudar o rumo de todas as influências, independentemente da sua procedência religiosa, para as causas secretas da Arte. É por isso, então, que a Arte Antiga adota para si mesma uma grande opção de atitudes e métodos, estendendo-se desde simples tópicos de feitiçaria até às mais altas formas cerimoniais de conjuração.
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witchhour

Após tantos anos, posso dizer que tenho contemplado a loucura e o desespero das pessoas num geral. Em diferentes tópicos de assuntos diversos, é possível observar que toda a histeria e devaneio possuem coisas em comum.

É claro que irei tentar me ater ao tópico proposto, mas mesmo assim será de alguma relevância fazer pequenas andanças em áreas periféricas.

Não vou falar que a Bruxaria em si tem sofrido, pois como não se trata de algo central e nem mesmo limitado, é como se fosse tanto uma Arte quanto uma entidade viva, não necessitando de defensores ou de algum tipo “pena” ou sentimento do gênero.

O que eu posso afirmar é que a histeria e desespero das pessoas comuns, bem como suas futilidades, impactam numa visão contemporânea de como enxergamos a Bruxaria em si e de como alguns falsos propagadores (normalmente pessoas desinformadas ou na maioria das vezes desesperadas) giram em torno do intuito de formar um alicerce seguro em cima de algo realmente frágil e inexistente: Essas pessoas não sabem onde estão.

Estou iniciando um texto sobre Bruxaria Tradicional, que infelizmente tem sido vista e cunhada como mais uma prática “pós-wiccana”, que no final das contas acaba sendo vista como a mesma coisa com nomes diferentes, como as ideias falidas de “Bruxaria Natural”, “Bruxaria Ancestral”, a coitada da “Strega” e outros rótulos criados de forma vazia, sem o mínimo de contexto e que, no final, resumem suas práticas ao mesmo escopo típico da Wicca. Continuar lendo