O Bem, o Mal e a Bruxaria

O Bem, o Mal e a Bruxaria


(Imagem retirada da internet, da HQ Lúcifer, da Vertigo)

“Titânico Prometeu – Deus da luz proibida,
Sua chama negra nós carregaremos como um legado do Seu Poder.
Pai da Iluminação – Deus da luz sem sombras,
Sol Negro dos mistérios escuros – restaure a Visão do Dragão”
(1)

 

Haver-se-ia inúmeras formas de se começar este texto e de fazer introduções mais didáticas ao assunto proposto, porém, dada a natureza da postagem e por incrível que pareça a falta completa de abordagem direta para tais assuntos, resolvi escrevê-lo de forma espontânea, tentando ser o mais elucidativo quanto for!

Para muito de nós (e quando falo “nós” eu me refiro aos mais antigos e àqueles que possuem um entendimento diferenciado e mais real do que seja bruxaria, sem fantasias ou ideias impregnadas da moral atual), é realmente triste nos deparamos com ideias construídas a partir de conceitos de “senso comum” perpetuados na bruxaria. É claro que ninguém descarta a Era atual e muito menos a cultura vigente, pois ninguém vive a vida de nossos ancestrais, mas sim, uma vida no mundo de hoje, atual, contemporâneo; tentando sempre manter certas tradições e entendendo que existem certas coisas que não podem ser mudadas simplesmente pela falta de coragem, estômago, visão ou pelo medo e limitações de quem teme às mudanças que o Caminho pode trazer.

Ha uma noção extremamente distorcida entre “certo e errado”, “bem e mal” no que diz respeito a bruxaria.

Alguns pontos deverão ser colocados em evidência para sermos capazes de falarmos sobre, bem como assuntos polêmicos e desagradáveis para muitos, ou ainda, dolorosos de forma íntima para a maioria.

Porém,vamos salientar a hipocrisia, mesmo que inconsciente, desse monte de ditos “pagãos” ou “neopagãos”, bruxos, feiticeiros e qualquer outra nomenclatura que lhe for confortável: não importa, iremos falar de assuntos que atingirão a todos em muitos níveis e cada um é livre para expressar a insatisfação, satisfação, incômodo, medo, limitação ou qualquer que seja a incapacidade ou opinião genuína a respeito dos assuntos. Lembrando-se sempre que SEU caminho é apenas o SEU caminho, e nada mais.

Vamos começar a derramar o sangue dos inocentes…

 

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Diferenças entre Wicca e Bruxaria Tradicional – Por Robert Artisson

Diferenças entre Wicca e Bruxaria Tradicional – Por Robert Artisson

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“Eu sou o Diabo no Inferno,
Dante poderia dizer,
Eu sou um dos treze”.
(1)

Esta é uma entrevista dada por Robert Artisson sobre as diferenças entre Wicca e Bruxaria Tradicional. Infelizmente não sei para quem ele deu a entrevista e nem onde foi originalmente publicada. Porém, repasso a entrevista aqui no blog.
Vi esta entrevista por uma acaso, no blog Brasil Conjure, de um dos meus Kins, Kefron Primeiro. Aliás, vale a pena visitar sua página.

Não ha nenhuma intenção em falar bem ou mal deste ou daquele Caminho, apenas expor a realidade de como as coisas realmente são em sua origem. Vamos ser realistas.

Muita gente achou ruim eu escrever no último texto que Wicca só havia 2 (Gardneriana e Alexandrina), alegando que existe muito além disso. Como alguém que passou por um Coven Gardneriano, posso apenas afirmar que quem não consegue traçar seus iniciadores até Gardner (de forma direta), não é reconhecido e nem considerado wiccano pelos próprios wiccanos…não sou eu quem está dizendo, até porque não me identifico com isso mais.

De qualquer forma, deixo a entrevista abaixo, a qual vale muito a pena ler.

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Algumas palavras sobre Bruxaria

É típico dos genuínos homens-de-conhecimento utilizar o que quer que esteja à mão e mudar o rumo de todas as influências, independentemente da sua procedência religiosa, para as causas secretas da Arte. É por isso, então, que a Arte Antiga adota para si mesma uma grande opção de atitudes e métodos, estendendo-se desde simples tópicos de feitiçaria até às mais altas formas cerimoniais de conjuração.
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witchhour

Após tantos anos, posso dizer que tenho contemplado a loucura e o desespero das pessoas num geral. Em diferentes tópicos de assuntos diversos, é possível observar que toda a histeria e devaneio possuem coisas em comum.

É claro que irei tentar me ater ao tópico proposto, mas mesmo assim será de alguma relevância fazer pequenas andanças em áreas periféricas.

Não vou falar que a Bruxaria em si tem sofrido, pois como não se trata de algo central e nem mesmo limitado, é como se fosse tanto uma Arte quanto uma entidade viva, não necessitando de defensores ou de algum tipo “pena” ou sentimento do gênero.

O que eu posso afirmar é que a histeria e desespero das pessoas comuns, bem como suas futilidades, impactam numa visão contemporânea de como enxergamos a Bruxaria em si e de como alguns falsos propagadores (normalmente pessoas desinformadas ou na maioria das vezes desesperadas) giram em torno do intuito de formar um alicerce seguro em cima de algo realmente frágil e inexistente: Essas pessoas não sabem onde estão.

Estou iniciando um texto sobre Bruxaria Tradicional, que infelizmente tem sido vista e cunhada como mais uma prática “pós-wiccana”, que no final das contas acaba sendo vista como a mesma coisa com nomes diferentes, como as ideias falidas de “Bruxaria Natural”, “Bruxaria Ancestral”, a coitada da “Strega” e outros rótulos criados de forma vazia, sem o mínimo de contexto e que, no final, resumem suas práticas ao mesmo escopo típico da Wicca. Continuar lendo