Um Pouco sobre Runas – Parte 1: Conceitos tradicionais e falácias modernas

Um Pouco sobre Runas – Parte 1: Conceitos tradicionais e falácias modernas
Näsby Odensala, Uppland, Sweden
(Pedra Rúnica em Näsby Odensala, Uppland, Sweden)

Abra a Runa e a fé do forte e do corajoso!
Abra! Deixe os Deuses do seu coração e da sua alma mostrarem o Caminho”.
(1)

Como algumas pessoas sabem, devido ao advento da nossa “Era de informação”, inúmeros conhecimentos que antes eram ocultos ou específicos de algum grupo ou região, hoje tornaram-se abertos e propagados mundialmente. Seria uma ótima notícia se tais  conhecimentos fossem passados de forma séria e estudados como exatamente eram, mesmo que seja somado ao repertório e a interpretação de nossa Era; afinal, tudo o que é aprendido e repassado aos mais novos carrega uma Marca advinda de seu último detentor, de forma que o conhecimento fique sempre mais carregado e rico, trazendo toda uma linhagem e conhecimento para aquele que passa a deter tal conhecimento. Infelizmente, tais conhecimentos são distorcidos por aqueles que recebem e são passados de forma errônea: não são compreendidos por quem aprende e quando são passados adiante, são distorcidos para preencher as lacunas pessoais de cada dito praticante ou ainda daqueles que ousam usar o título, arbitrariamente, de “Runamal” ou Erilaz(2).

Aqui falaremos um pouco sobre as poderosas Runas trazidas da morte pelo Deus Odin, o Pai de Todos, o Caolho, o Velho, Wotan, Woden e muitos outros nomes usado pelo Deus dos Deuses. Continuar lendo

Bruxaria, Bíblia e sincretismo religioso – Parte 1: A Origem do Deus do Velho Testamento

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Ani amarthi: Elohim áthem u-vnei Elion kulkhem!”
(1)

 

Comecei com a frase acima para explicar (e também lançar certos questionamentos) sobre alguns pontos que ligam a Bíblia aos Deuses Antigos e depois sobre Bruxaria (2).

É claro que a maioria dos leitores torcem o nariz logo que enxergam a palavra “Bíblia”, “monoteísta” ou “cristão” num site onde o nome “Bruxaria” aparece como um dos temas principais. Mas isso é facilmente explicado: resistência e medo.

A ideia é que durante nossas vidas somos bombardeados de elementos e valores cristãos, o que cria traumas e sensações de culpa ou de medo enquanto ainda estamos ‘presos’ tanto na mentalidade quanto em nossas visões.

Normalmente existe uma revolta imensa dos ditos “pagãos” quando se entra em questões que abordem ou tenha algo a ver com “cristãos”. Os Judeus não costumam incomodar tanto quanto os Católicos nesses assuntos, embora as Religiões de Livro (3) são amplamente mal vistas e mal interpretadas por outros grupos.

Acredito que a bruxaria foi distorcida em inúmeros níveis, tanto graças a Wicca quanto às massas que usaram-na como um escudo ou bandeira para afirmar algum tipo de ‘diversidade’, como feministas, homossexuais ou apenas pessoas que possuem algum ódio ou raiva ao cristianismo. A figura da “Bruxa” foi usada para questões ambientais, políticas, terapêuticas, explicações psicológicas distorcidas e todo o tipo de “ferramenta” para que pessoas pudessem “se encontrar” – seja lá o que isso realmente significa nesses casos absurdos – e todo o tipo de ideia do gênero, MENOS para a Bruxaria em si. Continuar lendo