O Chamado do Sangue

O Chamado do Sangue


(Arte de Santiago Caruso)

 

 

O Chamado do Sangue

Despertando a Herança do Sangue-bruxo

por Leonard Dewar

Era Vulgaris MMXII

 

   Esta é uma invocação que tem como objetivo acordar o sangue do praticante, revelando pelos sonhos e sinais, ao longo da prática, segredos e mistérios aprendidos pelos seus antepassados.

   Quem praticá-lo deverá fazer um “Grimorio da Noite”, a fim de anotar tudo o que receber pelo mundo onírico, seja avisos, símbolos, conhecimentos e até mesmo o que parecer sem sentido ou desconexo.

Este Ritual deverá ser realizado por 99 noites consecutivas, ininterruptas, sendo que a cada 30 dias uma vela deverá ser usada, sendo a Branca representando a Luz, os poderes do dia e do Sol; a Preta representando a Escuridão, os poderes da Noite e da Lua e, por último a vermelha, o Fogo, representando o sangue e o espírito ancestral, os conhecimentos do próprio andarilho e de seus antepassados, a cor da Arte. A ordem das velas é de escolha do andarilho, pois o caminho de cada um é de própria responsabilidade, assim como as conseqüências. Quando completar um ciclo com cada vela, deve o Andarilho usar as três velas, fazendo assim, as últimas nove noites com três velas: a Negra á sua esquerda, a Branca á sua direita e a vermelha entre ambas, de frente ao feiticeiro. Dessa forma ele completará o ciclo dos 99 dias, realizando o noventa vezes nove, cujo resultado é o sagrado nome de Qayn.

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Bruxaria, Bíblia e sincretismo religioso – Parte 2: Bruxaria e Cristianismo

Para entender melhor este texto, aconselho ler a Parte 1: A origem do deus do Velho Testamento.

 

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(Sigilo de Caim, por Michael Howard)

Esta é a segunda e última parte da postagem (que infelizmente demorou a sair devido aos meus projetos pessoais de mais urgência) e que buscarei tentar não me alongar em demasia, visto que o assunto é extenso e requer, acima de tudo, leitores que não vivem sob a sombra do temor de crenças alheias, muito menos dos que ainda se sentem mal quando ouvem algumas palavras e possuem certos tabus advindos da própria criação e/ou traumas religiosos e sociais.

O Caminho que tomaremos neste texto é variado, embora seja sobre o mesmo assunto, futuramente servindo como uma bússola para se aprofundar em outros que estarão nesta postagem…ou não.

O que muitas pessoas ignoram quando tratamos de Bruxaria é que a mesma é tão vasta e tão antiga, que não existe barreiras ou dogmas, regras ou moral, ética ou lei que possa definir, limitar, controlar ou julgar a Ate em si.

As ideias de Murray quanto a Bruxaria ser a “Antiga Religião” contradiz não só as evidências históricas, sociais e culturais (como se fosse pouco rs), mas também a crença e a fé de diversos autores, clãs e bruxos espalhados pelo mundo. Não, eu não somente foco uma suposta “teoria” baseada em um autor ou um segmento de bruxaria. Não, não me baseio apenas nas experiências alheias e muito menos no que aprendo pela internet ou repito o que outros me disseram: aquilo que eu faço é buscar. Infelizmente, a esmagadora maioria dos ditos “pagãos” não buscam nada além de sua própria zona de conforto. Aceitam aquilo que lhe ensinaram ou aquele pouco que aprenderam e tentam defender isso com unhas e dentes, sem contestar e dando desculpas para suas faltas de conhecimento e esforço. Continuar lendo