Considerações pessoais aos iniciantes na Bruxaria

Considerações pessoais aos iniciantes na Bruxaria

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Por debaixo da máscara na qual você se enterrou
É preto como carvão.
Eu estou cansado de engolir o que você faz
Cada dia uma face nova
E se eu desparafusar
Sua própria identidade
Você não se perguntaria se iria restar algo de você?
(1)

Decidi escrever este texto de forma espontânea. Não preparei materiais especiais e nem tampouco várias referências para usar como base. Não, este texto será espontâneo e irá refletir minhas considerações para aqueles que começaram a andar ha pouco tempo no Caminho e para aqueles que desejam começar a andar de alguma forma. Talvez o texto sirva para aqueles que já possuem uma boa caminhada, afinal, algumas experiências pessoais podem trazer algumas reflexões a cada um de nós e acabar por nos presentear com uma pequena fagulha que, se em contato com algo inflamável, poderá acender uma chama crescente, como o sopro do Grande Dragão. Continuar lendo

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Um pouco sobre o medo e suas utilidades

Um pouco sobre o medo e suas utilidades

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“Sou sangue de teu sangue
Sou luz que se expande
Sou medo de teu medo
Senhor do teu tempo”
(1)

Para todos aqueles que iniciam uma jornada, principalmente ligada a algum tipo de magia, podemos dizer que além do fascínio e de todas as expectativas, o sentimento mais comum é o de medo.

        Diferente do que muitos dizem de forma equivocada, o medo não é um sentimento ruim, pois o mesmo é responsável por uma grande liberação de poder, seja para um lado ou para o outro. O medo existirá em todas as formas na vida não só do bruxo, mas de qualquer outra pessoa; a grande diferença é de que o bruxo conhece bem os seus medos e sabe usá-los tanto para benefício próprio ou para atingir os outros. Ao contrário do que muitos dizem, o verdadeiro corajoso não é aquele que não sente medo, mas sim, aquele que o sente e o controla: mesmo sabendo e sentindo medo de algo, o indivíduo em si não se deixa controlar e faz aquilo que é necessário, aconteça o que acontecer; isso é coragem. Trabalhar com os próprios medos não é uma tarefa simples, muito menos rápida. Requer-se tempo e dedicação diária, reflexões profundas e que passem por assuntos delicados até para – e principalmente – você mesmo. Existe tantos diferentes medos que não seria possível criar uma lista para a variedade dos mesmos, muito menos para os graus de vulnerabilidade e de resistência aos mesmos para cada indivíduo. A única coisa possível é o indivíduo trabalhar com os mesmos a fim de conhece-los mais profundamente, aprendendo mais sobre si no processo, e entender o que ocorre em suas reações e sentimentos.

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